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Milho, açucar e algodão vão ser as estrelas das "commodities" em 2008


Jornal de Negócios - Dezembro 2007



"Estamos a assistir a uma guerra em torno da quantidade de acres", afirmou à Bloomberg o CEO da Diapason, Stephan Wrobel. "Estas commodities acabaram de registar algumas correcções e começam agora a surgir os catalisadores da mudança", acrescentou, recusando contudo fazer projecções para os preços.

O açúcar, segunda "commodity" com pior "performance" este ano, logo a seguir ao sumo de laranja, caiu 17% devido ao excesso da oferta mundial. O milho perdeu 6,3%, depois de um máximo de 10 anos em Fevereiro, ao passo que o algodão cedeu 3,4% em 2007.

O Índice Agrícola GSCI da Standard & Poor’s ganhou 33% este ano, com o trigo a atingir um máximo histórico e as sementes de soja a fixarem o mais alto valor dos últimos 34 anos. A seca observada nos países produtores de trigo afectou as colheitas. Relativamente à soja, os agricultores reduziram as plantações para semearem milho.

A crescente procura por parte das economias emergentes, como a China e a Índia, bem como a menor oferta, contribuirão para impulsionar os preços agrícolas nos próximos anos, segundo Wrobel.

De acordo com o mesmo responsável, os fundos de pensões e outros gestores de capital ainda têm investimentos limitados em "commodities". As "commodities" deveriam representar entre 5 e 10% da carteira dos investidores, contra os cerca de 1 a 3% actualmente, defende Wrobel.