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Os incêndios florestais representam uma ameaça constante às áreas rurais, exigindo uma resposta rápida e eficaz. O Kit de Incêndios, composto por um grupo motobomba, mangueiras e uma pistola comumente usadas nas corporações de bombeiros, é uma solução robusta e versátil que pode ser montada em reboques-cisterna e reboques-tanque. Rebocados por tratores agrícolas, estes equipamentos permitem uma intervenção imediata, servindo como o primeiro recurso disponível em caso de emergência.

Esta solução é constituída por motor a gasolina e uma bomba com capacidade de 480 litros por minuto (l/min), com uma pressão de trabalho de 10 bar, garantindo um fluxo de água consistente e potente durante o combate ao incêndio. O sistema inclui ainda dois enroladores com 3 x 25 metros de mangueira semi-rígida, com diâmetro de 25 mm, permitindo uma boa flexibilidade e alcance na distribuição da água. Para facilitar o manuseio e aumentar a eficiência da operação, o sistema é equipado com engates Storz e uma agulheta Protek, proporcionando maior segurança e rapidez no estabelecimento da linha de combate.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este equipamento é especialmente valorizado por empresas de exploração florestal e juntas de freguesia, que o utilizam como recurso primordial para o ataque a incêndios antes da chegada de meios de combate profissional. A sua mobilidade e autonomia proporcionada pelo sistema de bombagem tornam-no ideal para operar em terrenos difíceis e de difícil acesso, onde a presença de fontes de água é limitada.

Além do combate direto a incêndios, o Kit de Incêndios pode ser utilizado em várias outras aplicações, como a lavagem de estradas, rega de jardins municipais e manutenção de árvores ornamentais. A versatilidade do reboque-tanque permite a adaptação a diferentes necessidades, oferecendo uma solução eficiente e prática para a gestão de recursos hídricos em ambientes urbanos e rurais.

Além disso, pode ser utilizado em ações preventivas, como o humedecimento de áreas sensíveis e a criação de faixas de contenção. A sua presença nos reboques agrícolas amplia significativamente a capacidade de atuação das comunidades locais, garantindo maior proteção ao património florestal, agrícola e urbano.

Com um design pensado para máxima eficiência e facilidade de utilização, este sistema representa um investimento estratégico na segurança e gestão de recursos hídricos, reforçando a capacidade de resposta em momentos críticos.


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O transporte e aplicação de chorume e digerido exigem equipamentos eficientes para garantir rapidez no enchimento, segurança no transporte e precisão na distribuição. Um dos fatores mais importantes na escolha de uma cisterna agrícola é o sistema de enchimento/bombeamento, que deve ser adequado ao tipo de fluido transportado, à distância de deslocamento e ao método de aplicação no solo.

Diferentes sistemas de enchimento/bombeamento são utilizados para atender a essas necessidades, cada um com vantagens específicas conforme o tipo de material a ser transportado e a infraestrutura disponível.

 

PRINCIPAIS TIPOS DE BOMBAS PARA CISTERNAS AGRÍCOLAS

BOMBAS DE VÁCUO (PALHETAS OU LÓBULOS)

Características:

  • Funcionam por vácuo para a sucção e pressão para a descarga
  • Simplicidade operacional e baixa manutenção
  • Boa capacidade de vazão (4.000 a 25.000 L/min)
  • Utilizadas na maioria das cisternas agrícolas convencionais

Melhor opção para:

  • Transporte de chorume e ou digerido com baixo teor de sólidos
  • Aplicações gerais com enchimento e descarga rápidos
  • Explorações agrícolas e cooperativas que precisam de equipamentos robustos e de fácil operação

Limitações:

  • Menos eficiente para chorumes espessos ou com sólidos grandes

 

BOMBAS CENTRÍFUGAS

Características:

  • Altíssima vazão (até 25.000 L/min)
  • Boa opção para enchimento rápido de grandes cisternas
  • Baixo custo de manutenção
  • Fluxo contínuo, ideal para sistemas de distribuição por tubagem

Melhor opção para:

  • Grandes volumes de chorume, diluído, com baixa viscosidade
  • Sistemas onde a rapidez do enchimento e descarga são prioridade
  • Distribuição por sistemas Dragline (mangueira flexível)

Limitações:

  • Não são adequadas para líquidos muito viscosos
  • Sensíveis a sólidos em suspensão

 

BOMBAS DE PARAFUSO (HELICOIDAIS)

Características:

  • Alta eficiência para materiais viscosos e com sólidos
  • Fluxo contínuo e suave, evitando espuma ou turbulência
  • Trabalham bem com digeridos provenientes de biodigestores
  • Precisão elevada na dosagem para aplicação controlada no solo

Melhor opção para:

  • Transporte de chorumes espessos ou com fibras vegetais
  • Aplicação com injeção direta no solo, garantindo distribuição uniforme
  • Empresas agrícolas e biogás que utilizam digeridos com alto teor de sólidos

Limitações:

  • Custo inicial mais elevado
  • Requer manutenção mais cuidadosa para evitar desgaste prematuro

 

COMO ESCOLHER O MELHOR SISTEMA PARA SUA CISTERNA?

A escolha da bomba ideal para uma cisterna agrícola deve considerar:

» Tipo de material → Chorume líquido? Espesso? Com sólidos?
» Capacidade da cisterna → Pequenas cisternas podem usar bombas de vácuo, enquanto grandes sistemas precisam de centrífugas ou helicoidais
» Distância de transporte → Longas distâncias podem exigir bombas de maior potência
» Método de aplicação → distribuidores de superfície precisam de grandes fluxos, enquanto injetores requerem precisão na dosagem

 

Tipo de Bomba Melhor para Limitações
Vácuo/Pressão Uso geral, chorume líquido Sensível a sólidos grandes
Centrífuga Enchimento rápido de grandes cisternas Não trabalha bem com materiais viscosos
Parafuso/Helicoidal Chorume espesso, injeção no solo Maior custo inicial e manutenção

 

Para aplicações simples e versáteis, as bombas de vácuo são a melhor escolha. Para enchimento rápido e grandes volumes, as centrífugas são ideais. Já para dejetos líquidos, espessos e distribuição precisa, as helicoidais oferecem o melhor desempenho.


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A plataforma Herculano é a solução perfeita para quem procura segurança, resistência e performance no transporte de fardos de palha, palotes com hortícolas ou frutas. Disponível em versões de 8m e 10m de comprimento e 2,43m de largura, adapta-se a todas as suas necessidades, seja como semirreboque (carga sobre eixos e trator) ou reboque com eixo rotativo à frente (carga integral suportada pelos eixos do reboque, também conhecido como galera).

Como principais características, destacaríamos as seguintes:

🔹 Flexibilidade e praticidade: Limitadores-condicionadores reguláveis e amovíveis que garantem maior versatilidade no transporte de diferentes tipos de carga.
🔹 Durabilidade imbatível: Fundo em chapa de aço de 4mm assegura uma estrutura resistente e longa vida útil.
🔹 Estabilidade em movimento: Roletes esticadores a cada 2m proporcionam maior segurança e estabilidade durante o transporte.
🔹 Ajuste adequado ao terreno: Rodas 435/50 R19.5 asseguram uma altura máxima de 1,20m ou inferior, adaptando-se a diversas condições de terreno.
🔹 Segurança garantida: Equipado com dispositivos de segurança, iluminação e sinalização em conformidade com a legislação em vigor, para total tranquilidade.

Este reboque é projetado para garantir alto desempenho e eficiência no campo, proporcionando a capacidade, segurança e resistência que cada trabalho exige.

 

Clique aqui para conhecer as características de todos os modelos e, para mais informações, entre em contacto com a equipa Herculano.

 

Plataforma HPT8

 

Plataforma HPT10

 

Plataforma HPG8

 

Plataforma HPGT10

 

Plataforma HPT10 Tridem


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A distribuição eficiente de estrumes e chorumes é fundamental para a correção química e estrutural do solo, garantindo maior produtividade e sustentabilidade agrícola. Duas das principais tecnologias utilizadas neste processo são o DPA (Débito Proporcional ao Avanço) e o VRT (Taxa Variável – Variable Rate Technology). Embora ambas tenham o objetivo de melhorar a aplicação de fertilizantes orgânicos, cada uma atua de forma diferente e pode ser utilizada em conjunto para otimizar os resultados.

 

DPA – Débito Proporcional ao Avanço

O DPA ajusta automaticamente o débito de distribuição em função da velocidade do trator, garantindo que a quantidade de estrume ou chorume aplicada por metro quadrado se mantenha constante, independentemente das variações de velocidade.

Vantagens
✔ Mantém uma dosagem uniforme e evita desperdícios.
✔ Simples de operar e ajustar.
✔ Reduz o risco de aplicação excessiva ou insuficiente em diferentes pontos da parcela.

Limitações
✖ Não considera as variações das necessidades do solo.
✖ Depende de calibração prévia para garantir precisão.

No contexto da correção química e estrutural do solo, o DPA assegura que a matéria orgânica e os nutrientes são aplicados de forma homogénea, promovendo melhorias na retenção de água, na estrutura do solo e na nutrição das culturas.

 

VRT – Taxa Variável

O VRT, por sua vez, ajusta a quantidade de fertilizante distribuída de acordo com as necessidades específicas de cada zona do solo, baseando-se em mapas de prescrição ou sensores em tempo real. Com essa tecnologia, é possível realizar uma aplicação mais eficiente e direcionada, corrigindo deficiências nutricionais e estruturais do solo com maior precisão.

Vantagens
✔ Ajusta a fertilização às necessidades reais do solo.
✔ Reduz custos e impactos ambientais ao evitar desperdícios.
✔ Melhora a eficiência dos nutrientes e a produtividade da cultura.

Limitações
✖ Requer análise prévia do solo e mapeamento da parcela.
✖ Investimento inicial mais elevado devido à necessidade de tecnologia embarcada.

 

Definição dos Ajustes de Fertilizante no Uso do VRT

Para tirar o máximo proveito do VRT, é necessário seguir um processo estruturado para definir previamente os ajustes de fertilizante.

 

  1. Análise do Solo e Mapeamento da Parcela
    • Realizar amostragens de solo para identificar os níveis de nutrientes e matéria orgânica.
    • Utilizar sensores, GPS, drones ou satélites para mapear as variações da fertilidade na parcela.

2. Criação do Mapa de Prescrição

    • Com base na análise do solo, gerar um mapa de prescrição com as quantidades ideais de aplicação para cada zona.
    • Considerar o histórico da parcela e os objetivos da fertilização.

3. Configuração do Sistema VRT no Equipamento

    • Carregar o mapa de prescrição no controlador do espalhador ou da cisterna.
    • Calibrar o sistema para garantir que a distribuição corresponde às recomendações do mapa.

4. Monitorização e Ajustes em Tempo Real

    • Sensores NIR (Near Infrared) podem ser usados para medir a composição do chorume e ajustar a dose automaticamente.
    • O operador pode acompanhar e corrigir a aplicação através do terminal do equipamento.

 

Resumindo, tanto o DPA quanto o VRT desempenham um papel essencial na gestão da fertilização orgânica. O DPA assegura uma distribuição homogénea e ajustada à velocidade do trator, enquanto o VRT permite uma aplicação mais precisa e otimizada, corrigindo deficiências específicas do solo. A combinação destas tecnologias melhora a eficiência dos fertilizantes orgânicos, promovendo um solo mais fértil, produtivo e sustentável.




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