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O crescimento económico e populacional são fatores determinantes para as crescentes necessidades de produção. É por esta razão que temos assistido a uma nova forma de trabalhar a agricultura, privilegiando a inovação e a tecnologia.

É neste contexto que encontramos os robôs agrícolas, esperando-se que tenham um papel ainda maior na agricultura do futuro, impulsionando a inovação e promovendo a sustentabilidade em toda a cadeia alimentar.

Atentos a esta tendência global, a Herculano associou-se ao INESC-TEC para o desenvolvimento do Modular-E, um robô apresentado na World FIRA 2024, uma feira promissora na robótica agrícola, com várias empresas a apresentar soluções inovadoras voltadas para melhorar a eficiência e a sustentabilidade da produção alimentar.

Nesta feira foram apresentadas discussões e workshops dedicados aos desafios e oportunidades da robótica na agricultura. Vários especialistas na área partilharam a sua visão sobre como a automação e a robótica podem ajudar os agricultores a aumentar a produtividade, reduzir os custos e minimizar o impacto ambiental nas suas operações.

Aconteceram também diversas demonstrações que proporcionaram aos participantes da FIRA uma visão prática de como estas tecnologias estão a ser implementadas no terreno. Estes equipamentos, mostraram as suas capacidade de trabalhar em conjunto com os agricultores, respondendo aos desafios enfrentados pela agricultura moderna.

 

 

 

O Conceito Modular-E

É um robô modular autónomo para culturas lenhosas com capacidades de navegação avançadas. A monitorização permite a recolha de dados visuais e de nuvem de pontos 3D para alimentar os sistemas de apoio à decisão.

Equipado com sistemas de deslocação avançados, o Modular-E pode mover-se de forma eficiente numa variedade de terrenos e obstáculos. O robô conta com uma variedade de sensores, que inclui câmaras, um sensor LIDAR e antenas GPS, o que promove uma perceção detalhada do ambiente ao seu redor.

Também funciona como aplicador de fertilizante utilizando a tecnologia de taxa variável e sensores de NPK, para solo e folhas. Além disso, possui uma ferramenta elétrica ultra eficiente para o controlo do crescimento da vegetação nas culturas em linha e entre linhas. A vindima automática em contexto de vinha em socalcos estará disponível em 2025. E, no futuro, para além da vindima, também será possível a poda.


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Comunicado Herculano

 

Em solidariedade com os agricultores de todo o país, a Herculano quer expressar o seu apoio incondicional às manifestações que se iniciaram esta quinta-feira.

Reconhecemos e valorizamos o papel vital desempenhado pelos agricultores para alimentar o país e a sua sustentabilidade económica. Consideramos que o atraso no pagamento do apoio à produção e o corte dos subsídios, evidenciam um profundo desrespeito pelo trabalho árduo, a dedicação incansável e a resiliência demonstrada pelos agricultores. Desta forma, entendemos que os protestos são um meio legítimo para demonstrar o seu descontentamento e apelar a que sejam ouvidas as suas necessidades urgentes.

A Herculano acredita que é fundamental traçar um caminho que promova um diálogo aberto e construtivo entre as partes envolvidas. Exemplo disso, foi a reunião entre os representantes agrícolas e o Ministério da Agricultura.

Ainda assim, apelamos ao governo, para que, de maneira proativa, continue a apoiar a produção agrícola e mobilize os apoios comunitários necessários aos agricultores nacionais. É crucial considerar políticas que incentivem a inovação, ofereçam suporte financeiro e técnico e promovam práticas agrícolas ambientalmente conscientes.

Estendemos o nosso apoio e solidariedade aos agricultores espalhados pela Europa que, neste momento, expressam as suas preocupações e reivindicações por meio de protestos.

Estamos comprometidos em trabalhar em conjunto com a comunidade agrícola, o governo e as partes interessadas para garantir um futuro mais promissor para a agricultura do nosso país.

Consigo no Terreno.

 

Fernando Jorge Teixeira,

Administrador


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O ano iniciou com o lançamento de um novo produto Herculano: o contentor H-BOX.  

Conhecidas as dificuldades de mão de obra na agricultura, o uso destes contentores nas colheitas é cada vez mais utilizado, já que reduz o número de tratores e condutores necessários em cada operação. Neste caso, o trabalho pode ser gerido por duas pessoas: uma na ceifeira debulhadora/colhedora; e uma segunda que conduz o trator com porta caixas e gere um sem número de caixas distribuídas pela área cultivada.

A versatilidade deste produto permite que sejam utilizados não só na agricultura, nomeadamente nas culturas arvenses, cereais, oleaginosas e proteaginosas, como também na construção ou serviços municipais. Tudo dependerá da necessidade do proprietário e da utilidade que pretende dar ao seu equipamento. Neste caso, a aquisição de um produto deste género torna-se mais económico, devido à rentabilidade da sua utilização.

Tal como os monocoques Herculano, estes contentores são igualmente desenvolvidos com caixa cónica para facilitar a descarga, e estão também preparados para integrar taipais suplementares a fim de aumentar a sua capacidade. Estas caixas estão também preparadas para a utilização em tratores ou camião porta-contentores.

 

Faça o download do folheto de produto aqui.

 


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Os reboques agrícolas são equipamentos essenciais na agricultura moderna, que proporcionam o transporte eficiente de todo o género de produtos agrícolas e seus derivados, podendo ser também utilizados na  vertente industrial e obras públicas.
Um dos elementos-chave que tem um impacto significativo no seu desempenho e estabilidade é o sistema de suspensão. Na agricultura, são frequentemente utilizados quatro tipos de suspensão: suspensão mecânica bogie, suspensão mecânica tandem, suspensão mecânica tridem e suspensão hidráulica (por eixo ou semieixo).

 

1. Suspensão mecânica bogie

É tipo de suspensão mais conhecido e mais utilizado em reboques agrícolas, com dois eixos ligados entre si por uma suspensão (conjuntos de molas). São maioritariamente utilizadas pela sua adaptação a vários tipos de terrenos. É o tipo de suspensão ideal e mais económica para circular em terrenos agrícolas e pisos irregulares.

Vantagens:
  • Custo: É a suspensão mais económica e com a manutenção mais simples.
  • Condução: Consegue um comportamento eficiente em terrenos irregulares.
Desvantagem:
  • Amplitude: Não oferecem ajustabilidade na altura do equipamento relativamente ao solo.

 

2. Suspensões mecânicas tandem e tridem

A suspensão tandem envolve a utilização de dois eixos, enquanto a tridem utiliza três. Em ambos os casos, os eixos estão apoiadas em feixes de molas. É uma escolha comum para muitos reboques agrícolas, que percorrem terrenos mais planos, longos e estrada.

Vantagens:
  • Condução: São adequados a longos percursos.
Desvantagens:
  • Estabilidade: Apesar de mais estável em estrada, não são tão eficientes no campo.
  • Amplitude: Não oferecem ajustabilidade na altura do equipamento relativamente ao solo.

 

3. Suspensão hidráulica (por eixo ou semieixo)

No mundo da agricultura moderna, a eficiência e a segurança são considerações primordiais. Os sistemas de suspensão hidráulica proporcionam várias vantagens em relação às configurações de suspensão mecânicas tradicionais.

Vantagens:
  • Estabilidade: Uma das principais vantagens da suspensão hidráulica em semirreboques agrícolas é a maior estabilidade e possibilidade de controlo, o que faz com que o equipamento esteja sempre nivelado.
    Também permite o ajuste da altura e da rigidez da suspensão.
  • Redução de vibrações e impacto: Com a redução de vibrações e de impactos, garante a integridade da carga e prolonga a vida útil do semirreboque, reduzindo custos de manutenção.
Desvantagem:
  • Custo: É o tipo de suspensão com o custo mais elevado.

 

Conclusão

A escolha do sistema de suspensão depende de necessidades e considerações específicas por parte do utilizador. Apesar das suspensões mecânicas serem as mais solicitadas, para uma utilização mais intensiva e profissional, recomenda-se a suspensão hidráulica.

Uma avaliação cuidadosa de fatores como os requisitos de carga, o terreno e o orçamento, ajudará os agricultores e os profissionais na escolha da melhor solução.


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Tendo como principal objetivo o cumprimento dos requisitos da Homologação Europeia, a Herculano lançou uma nova linha de produtos, air, com travagem pneumática. Esta aposta representa o alinhamento da empresa com os mercados europeus, privilegiando a uniformização do produto por padrões de qualidade e de segurança.

Para mais informações sobre a Homologação Europeia, clique aqui.


Sabendo que estabilidade e segurança são duas vertentes de grande importância para os utilizadores, desde cedo que a Herculano tem vindo a apostar na oferta de equipamentos fiáveis e seguros, nomeadamente através do sistema de travagem pneumática.
O sistema de travagem pneumática utiliza o ar comprimido gerado pelo trator para ativar as câmaras de travão, em que o ar é direcionado para as câmaras, que aplicam pressão às maxilas de travão que resulta na travagem do reboque. A força de travagem é controlada pelo sistema ALB, ajustando automaticamente a força de travagem mediante a carga no reboque.

 

Entre diversas vantagens face à travagem hidráulica, destacam-se:

  • Desempenho de travagem eficaz: com a travagem pneumática é tecnicamente mais fácil respeitar os critérios técnicos exigidos no regulamento europeu
  • Fiabilidade e segurança reforçada: componentes altamente testados, pois já são utilizados há muitos anos em veículos industriais/a motor
  • Desempenho ambiental assegurado: sistema que não utiliza líquidos potencialmente poluentes, como acontece nos sistemas hidráulicos.

 

Os produtos que dispomos atualmente com a versão air são os Monocoques (HMB de 2 e 3 eixos, HMB RG, HTP, HDPA), Reboques Multifunções (Europa e Plataforma), Cisternas (2 e 3 eixos e RG) e Espalhadores (H2RS 2 eixos) – com Homologação Europeia temos também os modelos de reboques multifunções de 1 eixo iS1ET, mas com travões de inércia.

Veja aqui a reportagem da revista abolsamia onde apresentamos 3 dos modelos air


 


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Este produto simples e inteligente é considerado o melhor indicador de aperto de rodas disponível no mercado. Foi concebido para indicar o seu possível desaperto em veículos comerciais.

Esta solução inteligente ajuda a garantir que cada motorista ou utilizador do seu reboque possa realizar verificações e auditorias visuais rápidas e fáceis nas rodas dos seus veículos.

FUNÇÃO

O seu princípio de funcionamento é indicar visualmente a posição do elemento de aperto. Ao colocar os pontos de verificação num padrão reconhecível, como por exemplo, ponta a ponta, qualquer movimento é claramente visível à primeira vista. Para além de ajudar na rápida identificação de desaperto, também se verifica facilmente se este elemento se perdeu ou não. Além disso, derrete a uma temperatura específica (125ºC) para destacar quaisquer problemas de sobreaquecimento da roda ou do cubo.

Este produto encontra-se disponível de série nos modelos Monocoque, Europa, Campanha, Cisternas >= 8000, espalhadores H2RS e Plataformas.


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O grande desafio do setor está intimamente relacionado com os últimos dados lançados pela ONU, que estima que até 2050 a população mundial aumentará entre 2 a 3 mil milhões (de 7 para 10 mil milhões) e de acordo com a FAO, este fator demográfico, aliado ao aumento do poder económico dos países subdesenvolvidos, irá duplicar a procura de alimentos o que exigirá duplicar a produtividade agrícola, já que é escassa a terra arável disponível. Esta necessidade de produzir mais com menos recursos, conduzirá, inevitavelmente, à intensificação dos sistemas de produção agrícola o que poderá originar maiores riscos de ocorrência de pragas e doenças, diminuição da fertilidade do solo e problemas ambientais tais como a contaminação, salinização e erosão do solo. Estes problemas só poderão ser mitigados através do recurso a tecnologias inovadoras com enfoque em processos com níveis de performance elevados, numa ótica de agricultura de precisão, a qual terá um impacto positivo sobre a eficiência de utilização dos recursos.

Portanto, o futuro irá exigir mais agricultura de precisão, impondo máquinas baseadas em tecnologia de automação de processos precisos capazes de aplicar os produtos na quantidade certa, no local exato e no momento certo e que ao mesmo tempo consigam avaliar e reportar o estado da cultura e do solo de acordo com os princípios da agricultura 4.0.

Entre os fatores que afetam a adoção da agricultura de precisão, podem enumerar-se:

– Empresários agrícolas: formação, idade, a capacidade de investimento, conhecimento informático, recursos humanos, aversão ao risco, dimensão, perspicácia;

– Tecnologia: percetibilidade dos ganhos, facilidade de operacionalização, custo de investimento inicial, dificuldades de interpretação dos dados obtidos.

– Outros: existência de prestadores de serviços, suporte competente e eficaz por parte dos fabricantes/vendedores, força do “sistema de inovação” /comunicação.

 

Entendemos por isso, que se deva avançar com um conjunto de medidas de desmistificação e incentivo à utilização destas tecnologias, tais como:

Mudar o paradigma dos agricultores e ajudar na implementação de uma cultura mais profissionalizada que olha para o retorno do investimento. Então, em toda a tecnologia, a premissa é a mesma, o quanto vai impactar nos custos dele e se ele vai ter retorno. Tem que entregar um serviço relevante, que traga retorno sobre o investimento e que seja tangível. Para isto, é necessário investimento em estudos comprativos da situação atual e futura e jornadas de demonstração.

– É também primordial a formação aos utilizadores/Agricultores, transmitir o conhecimento e capacitá-los para esta nova era da agricultura. Mas isto tem de ser algo comandado pelo Ministério da Agricultura de uma forma estruturada adotando políticas de incentivo e criando redes e ecossistemas de partilha de conhecimento de competências entre todos os intervenientes.

Fundar uma associação de fabricantes de máquinas agrícolas nacionais, que defendam verdadeiramente os interesses, necessidades e dificuldades reais do setor junto do poder político. Temos o exemplo da Ansemat em Espanha que é uma referência na representação das propensões dos fabricantes com um forte poder mobilizador junto das entidades políticas e com uma grande componente informativa e formativa para o setor agrícola Espanhol.

Criação de linhas simples de financiamento direto aos agricultores para aquisição de equipamentos de agricultura de precisão, pois se empresas e os institutos tecnológicos estão a investir em tecnologia é necessário haver adesão nacional. A nossa equipa custa-nos muito desenvolvermos novos produtos (agricultura 4.0) que não são vendáveis em Portugal pois continuamos de forma generalizada na era da mecanização, temos de ultrapassar barreiras. Temos de começar por renovar o nosso parque de máquinas.

Foco na questão da segurança (substituir tarefas potencialmente perigosas por robótica). Portugal é o terceiro país da União Europeia com mais acidentes com máquinas agrícolas. Mais de 350 vítimas mortais em cinco anos é o total que resulta dos acidentes com tratores em Portugal. Os dados reportam-se ao intervalo entre 2013 e 2017.

Na Herculano, acerca da revolução digital, foi um caminho que iniciamos há 3 anos e como ponto de partida começamos com uma análise da nossa estratégia e mercado (atual e futuro).  Cedo percebemos que faltava uma peça para completar o nosso puzzle nesta caminhada e foi aí que apareceu o INESCTEC, numa primeira fase com um projeto isolado DPA, solução de débito proporcional ao avanço para as Cisternas e Espalhadores, foi uma fase de “namoro” para nos conhecermos e decidimos então avançar para o casamento com a celebração de um protoloco de parceria entre a Herculano e o instituto assinado na Agroglobal de 2018 com a presença do Ministro da Agricultura.

Posto isto, decidimos avançar com um novo projeto “Smart Fertilizers”, que consiste na Investigação e desenvolvimento de uma cisterna e de um espalhador inteligentes, a um custo competitivo, eficiente e versátil para utilização na agricultura 4.0 e com um claro contributo para o aumento da eficiência da operação de fertilização nas componentes ambiental, agronómica e económica.

A fertilização e correção orgânica dos solos hoje em dia, utilizando espalhadores de estrume e cisternas de chorume, são operações agronómicas realizadas com muito baixa eficiência em termos ambientais e económicos. Existindo, mesmo normativas europeias, tendencialmente mais rígidas, que exigem maior controlo nos processos de fertilização por forma a reduzir a quantidade de azoto aplicado.

Este momento que vivemos de escassez de matérias-primas têm forte impacto nos Fertilizantes artificiais que estão mais caros do que nunca. Devido aos altos custos, principalmente causados pelo aumento dos custos de energia, os fabricantes de fertilizantes estão a limitar a sua produção. Isso ameaça a disponibilidade de fertilizantes químicos para a próxima temporada. Há uma grande necessidade de haver uma alternativa sustentável, fertilizante orgânico, para garantir um crescimento ideal.




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